domingo, 17 de janeiro de 2010

Por hegemonia e reformulação de apelido, Flu inicia Carioca contra o Americano


Muito mais do que um título para transformar o time de guerreiros e vencedores. O Fluminense começa neste domingo, contra o Americano, às 19h30m (de Brasília), no Godofredo Cruz, em Campos, a disputa para recuperar um dos maiores orgulhos de sua história: a hegemonia nos gramados do Rio de Janeiro.

Pela primeira vez em 105 anos de história, o Tricolor não inicia o Campeonato Carioca como o maior detentor de títulos. Posto perdido no ano passado para o Flamengo, que agora lidera com 31 contra 30. E o rival, por sinal, é adversário do Flu no Grupo A da Taça Guanabara, ao lado de Americano, Duque de Caxias, Boavista, Volta Redonda, Olaria e Bangu.

A fórmula de disputa da competição é a mesma dos últimos anos. As equipes jogam dois turnos – Taça GB e Taça Rio – com os dois melhores de cada chave classificando-se para as semifinais e, consequentemente, finais. Caso um mesmo clube vença os dois turnos, será o campeão. Se os vencedores forem diferentes, disputam uma final em dois jogos.

Guerreiros querem ser lembrados como vencedores



Desde 2005 sem conquistar o Estadual, o Fluminense dá o pontapé inicial na edição de 2010 no embalo da arrancada que evitou o rebaixamento no Brasileirão do ano passado. Com toda a base mantida e reforçada, o Tricolor aposta no bom ambiente e no entrosamento para já igualar o Flamengo no número de títulos.

Para isso, conta também com um “mister Carioca”. Justamente o responsável pelo fim da hegemonia: Cuca. Finalista dos últimos três estaduais do Rio de Janeiro, o treinador prega paciência para que o Tricolor evolua gradativamente e chegue bem na parte decisiva da disputa.

- Não vamos jogar esses jogos no auge. Vamos atingindo naturalmente. O projeto é ficar bem no fim do turno. Sabemos como funciona o campeonato, entendemos bem o Carioca, e sabemos que tudo faz parte de um planejamento. Não adianta querer que as coisas aconteçam antes do tempo.

Para o jogo contra o Americano, porém, o comandante ressalta a importância de uma vitória. Segundo Cuca, um resultado positivo logo de cara é capaz de facilitar bastante o andamento de uma equipe na competição.

- Uma vitória vai deixar o time mais encorpado, confiante. Assim fica tudo mais fácil.

E justamente por um time mais encorpado desde o início, Cuca guarda consigo uma dúvida que só será revelada momentos antes de a bola rolar: o esquema tático. Caso opte pelo 3-5-2, Leandro Euzébio estreia na defesa. Se o 4-4-2 for o melhor, Willians compõe o meio-campo. A tendência é que a segunda opção seja escolhida.

Das caras novas, dois têm participação garantidas: Julio Cesar e Everton. Dalton, que chegou a ser dúvida durante a semana, se recuperou e também vai jogar.

Americano de técnico novo



Surpresa tradicional nos Cariocas, o Americano inicia 2010 com uma meta bem mais modesta: não ser rebaixado. Com pouco investimento, a equipe de Campos aposta no capixaba Evandro, da mesma fonte de Kieza, e no lateral Rafinha. O técnico, porém, é novo. Após Cipriano Alexandre comandar quase toda fase de preparação, foi demitido para a chegada de Heron Ferreira.

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